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dia 26 de janeiro de 2011………prometo vir mais vezes

Postado por mallumagalhaes em 27/01/12 , Meio que um diário

Sim, sim, tirei férias… Férias de mim, do email, do celular, da tevê, do rádio, dos jornais e da internet. Tirei férias dos problemas e me deliciei com Manu Chao dançando feito louca na sala com os móveis afastados, de olhos fechados.

Acho que fiquei um tanto mais eu mesma. E fui recebida pela vida, pela rotina, pelo trabalho, pelo cotidiano de trabalho e por 2012 com tantas boas notícias ! O ano me recebe de braços e coração aberto. E, por isso, sei que será um lindo ano de profundo mergulho e dedicação. Precisei das férias para juntar forças, para recuperar corpo e saúde. Para recuperar cabeça, coro e miolo.

“Depois do carnaval” digo eu ” vou voltar devagarinho logo depois do carnaval”.

Mas agora, prometo vir mais vezes ao blog, voltar ao meu ritmo frenético de trazer novidades desse universo que nos cerca com tantas maravilhas e possibilidades.


 


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dia 20 de dezembro de 2011……….natal

Postado por mallumagalhaes em 20/12/11 , Arquivos, poemas e posts antigos, Meio que um diário

FELIZ QUASE NATAL !


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dia 16 de dezembro de 2011………japão

Postado por mallumagalhaes em 16/12/11 , Arquivos, poemas e posts antigos, Meio que um diário

Liberdade. Já começa por aí – o nome. O lendário bairro paulista, o tal que abriga uma concentração da cultura oriental e seus indivíduos.

Assim como acordei, esses dias, com vontade de empinar pipa, já me é mais que a décima vez em questão de quatro ou cinco meses que levanto com uma vontade louca de ir ao Japão. Não sei, desde o começo do ano de 2011 tenho me aprofundado em sua cultura, guiada por uma paixão enorme pelos Tsurus, pelo origami, e pelo missoshiro. Comecei a frequentar quase que todos os dias a “Gaivota”, centro comercial aqui em Pinheiros ( digamos que uma mini-Liberdade, numa loja bem grande e extremamente completa). Os preços são ótimos.

Foi seu Cláudio, claro, que me apresentou a maravilhosa loja. Lembro que da primeira vez gastei muito mais que devia, encantada com raridades e preciosidades desde Okaki à chicletes que explodem na boca (PARA LEMBRAR - http://www.mallumusic.com.br/2011/05/dia-28-de-maio-de-2011-em-casa) .

Já estava, eu, ouvindo umas lendas japonesas em audio livro, já até não entrávamos mais com sapatos em casa, tiramos na porta e calçamos chinelinhos. A tradição japonesa invadia meu coração e casa, alegrando uma enorme parte de mim.

Posso afirmar que minha frequencia naquele posto ultrapassava duas vezes por semana e Lúcia, uma das atendentes já me cumprimentava ( o que me rendia grande orgulho por dentro). Lá pela quarta semana de romance, tomei coragem e fui falar com ela – com licença, pode me ajudar ? como faz missoshiro? – perguntei.

Está sempre extremamente ocupada, empilhando arroz, feijão azuki ou dando instruções aos caras que carregam as caixas de doces e peixe seco. Mas acho que meus óculos gigantes que me deixam com cara de coruja e trajes um tanto peculiares a comoveram.

Parou o serviço, olhou para os lados, e começou meio sem paciência:

- é só missô e hondashi, mistura na água quente.

Acho que minha boca mole e entreaberta revelando plena dúvida, e a cestinha cheia de chicletes a comoveram outra vez:

- Põe uma colher cheia – e pegou na geladeira um potinho com uma pasta meio marrom – mistura bem e um saquinho de Hondashi – e jogou na minha cestinha um pacote azul e vermelho com um desenho de peixe.

Desta vez, fechei a boca, endireitei as costas e catei o potinho de massa da mão dela. Fiz cara de firme:

- uhum. – concordei demonstrando atenção e respeito.

Foi aí que ela me olhou de novo, parou um instante e quase me deixou, para voltar a empilhar produtos. Mas eu mative, naqueles micro-segundos que em câmera lenta duraram uma eternidade, a cabeça inclinada a frente, com sede de conhecimento e muita vontade de escutar aquela moça com sotaque charmoso.

- Bom, aí cê põe o que quiser. Cê gosta de tofu?

- uhum.

- então, pode por tofu, alga, tem gente que poe cebolinha, aí vai do seu gosto.

- e aqueles macarrãozinhos?

Pronto. Ganhei na doçura do diminutivo. E ela me deu uma aula sobre tudo que tinha alí. Catei tudo e quando não cabia mais na cestinha, abracei os ingredientes junto ao meu corpo e não perdi uma palavra. Fui seguindo Lúcia pelos corredores estreitos e não fazia mais perguntas, apenas – uhum – e sorrisos, muita alegria em troca.

Meu agradecimento era imenso e, quando meio que acabou o assunto e os braços, me dispidi:

- puxa, muito obrigada, não sei nem como agradecer! Obrigada mesmo!

- hai – mexeu a cabeça do cabelo preto bem rápido e curtinho, fechando os olhos, e logo voltou a empilhar sacos e mais sacos de grãos.

A partir desse dia, a vontade de ir ao Japão cresceu a ponto de ser vontade com a qual eu acordava – como a das pipas ou a de ver crianças ou comer tapioca. E aos pouquinhos fui lendo, pesquisando e fazendo muito origami.

Em setembro, eu já tinha voltado a comprar artigos do badtz-maru ( sempre foi meu personagem favorito), do Goku, da Sailor Moon, e aperfeiçoava meus bordados de tsuru (PARA LEMBRAR http://www.mallumusic.com.br/2011/11/dia-1-de-novembro-de-2011-numas-de-flores). Comer em potinhos, eu já comia. Sempre fui de tijelinhas. Ainda mais quando me vi morando em minha própria casa, com a possiblidade de comer sentada feito macaco no chão, vendo tevê, num potinho e, para completar o luxo da independência, com as mãos!

Em outubro comprei um lindo vestido japonês vermelho e já prendia o cabelo com extrema facilidade com aquele par de palitinhos floridos. Ja havia comprado novos potinhos de cerâmica na Gaivota, e meus hashis combinavam direitinho com o tom das cumbuquinhas.

Comecei a pintar dragões. Por uma dessas vontades que tanto falo. Acordei com vontade de pintar dragões. E o fiz, por dias.

Em novembro, já estava a ver documentários sobre dragões, um muito interessante, inclusive, me surpreendeu na tevê, começando as 5:15, antes de sol, enquanto tomava meu café da manhã. Um cara ia atras de dragões, pelo mundo todo e, encontrando criaturas com mutias semelhanças, fazia ligações com as lendas da região, desmembrava as espécias e tudo mais.

Agora, em dezembro, fomos jantar na maravilhosa formação Regina, Mané, Mallu e Marcelo. Como uma banda.

Queríamos muito sair juntos mas, por conta das minhas limitações físicas, não pudemos por um certo tempo. E, ainda muito limitada nas refeições, sugeri um japa. Mas não imaginava que vó Regina nos levaria ao ponto de eu provar ovas de ouriço, o uni, que por tanto tempo evitei! Ficamos das 19h até o restaurante fechar, lá na Rua dos Estudantes, na Liberdade. Lá pelas dez, minha irmã Ana, seu namorado e um amigo simpatississimo se juntaram a nós.

Muito bancha, risada e gula. Que delícia. Foi aí que minha vontade pulsava, gritava e explodia. Mané me contava sobre os mangás e animes que andava gostando e sugeriu muita coisa bonita para eu ver. Quase tive um negócio quando assisti Mononoke Hime.

Então, não pude mais me conter. Procurei tanto nos sebos das ruas aqui perto, nas lojas de coisas novas… Passei dias visitando as livrarias atras de novas histórias, ou livros sobre qualquer coisa de Japão.

Mas minha vontade de visitar o país não se saciava. Foi aí que tive a grande idéia de visitar a Liberdade.

Visitar a liberdade.

Não contei a ninguém. Sei que iam se preocupar. Faz tempo que não me meto em aventuras desde que tive de repousar. Mas fui devagarinho, levando Gatorade e o incrível Bilhete Único ( cartãozinho pré pago com o qual você pode usar tanto metro quanto ônibus, e funciona maravilhosamente bem, pelo menos pra mim) . Fora o calor que passei no horário de pico ao mudar de linha, na estação da Luz, foi uma viagem rápida e tranquila.

Mas cheguei cedo e as lojas que quadrinhos e filmes abrem mais tarde. Sentei-me na primeira esquina, para não ter de andar e evitar desgaste, numa padaria que me ganhou com um lindo sol na parede. Os casais e famílias tomavam seus cafés da manhã e eu não compreendia uma palavra. Eu era, claramente, uma estranha. Ainda mais naquele horário, comendo açaí com banana.

Seja como for, fiquei lá a fazer uma horinha antes de atravessar a rua para o insuperável shopping SoGo.

Desviei o olhar para a rua e, lá estava um cartaz : – ” feliz 2012 – o ano do dragão ”  - do dragão !

E voltei a me sentir em sintonia com o mundo, de repente me recheei de uma alegria, de uma felicidade, de uma energia ( não só do açaí…), dessas energias que a gente no sabe de onde vem, que deixam a gente mais esperto, mais acordado, mais contente.

Comemorei minha existência e me emocionei. Aquela aventura, aquela liberdade, aquela Liberdade, aquele dragão, aquelas histórias, meus sonhos, medos e desejos, aquilo tudo, puxa!

Gostei de mim. De mim, mesmo de cabelo preso para trás, sem franja, com alguns machucados na pele, boca seca e algum cansaço nas costas, eu gostei de mim, me reapaixonei por mim mesma.

Que vitória, que liberdade.

 

 

 


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dia 12 de dezembro de 2011……….depois de Los Panchos

Postado por mallumagalhaes em 12/12/11 , Meio que um diário

Aos poucos, vou me acostumando ( talvez aceitando melhor) com esse meu tempo livre. Desisti de brigar com o relógio e calendário em vão, e virei amiga do ócio. .Afinal, essa denominação das horas, as contagens e dias da semana me parecem apenas uma possibilidade, uma ferramenta para ajustar e sintonizar a sociedade, para que seja tudo mais fácil de combinar, de planejar, de se comunicar…

Ainda bem pois, foi marcando um dia e hora certinhos que pude econtrar, ontem, um amigo muito querido.

Depois de compartilharmos risadas e segredos, Marcelo chegou e entrou para o papo. Foi ele quem comentou que Einstein trabalhava num escritório de patentes e essa sua ocupação não lhe ocupava inteiramente a cabeça que, podia, então, ficar a ter idéias e resolver problemas e enigmas que impunha a si mesmo.

Falávamos sobre o valor,  a importância de se ter tempo, de se ter paz e tranquilidade financeira, profissional para poder simplesmente refletir, pensar, desenvolver arte, conceitos, estética, música… o que quer que nos domine a cabeça.

Mas devo admitir que tenho em mim uma certa cobrança por realizar tarefas, fazer, produzir alguma coisa palpável, resolver algum problema da casa, pagar alguma conta, sei lá, planejar alguma coisa, praticar alguma música…

Mas tenho tempo para tudo isso e mais um tanto. E esse tanto que sobra costumava me angustiar, até eu perceber como é lindo ser amiga do tempo.

E assim que catei na estante uma caixa antiga, que comprei já nem sei onde ou quando, recheada de seis álbuns de tango.

Eu que tanto tempo escutei horas de Los Panchos, agora mergulho nessas preciosidades de Buenos Aires ( cidade natal de Susana, minha analista, onde tenho muita vontade de visitar).

Comecei, pelo volume ” mujeres del tango” e deixei os outros cinco CDs para depois ( Carlos Cardel, Julio Sosa, Astor Piazzolla, Juan D’Arienzo e outro de “grandes cantores”).

Agora, um canção em especial me arrepiou e fechou meus olhos ( à força, praticamente), pegando, pela mão, minha imaginação e arrastando à uma sala grande, num fim de tarde, onde pude assistir à uma moça muito forte dançar livre e lindamente.

Fiquei impressionada com minha capacidade de viver experiências sem sequer levantar da cadeira. Uma experiência tão profunda – assitir à uma cena bem dentro da minha cabeça, atras-na-frente dos meus olhos.

Como pode a vida ser tão rica, tão linda, tão possível, tão ampla, gigante, tão abstrata para o coração sensitivo que se entrega?

(Se entrega às profundezas de sí, onde tudo e nada existem.)

Sin Palabras ( <— clique para ouvir )

 

 


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dia 4 de dezembro de 2011………de volta

Postado por mallumagalhaes em 11/12/11 , Arquivos, poemas e posts antigos, Meio que um diário

(ALGUNS PENSAMENTOS INTRODUTÓRIOS : Toda vez que me ausento do blog, quando volto tenho a sensação de ter tirado férias de um trabalho pelo qual tenho muito amor. Como se soube por aí, minha saúde me fez ficar em casa, quieta. Fiquei – e já apresento melhoras. Mas acontece que tenho dormido muito e isso limita minhas atividades criativas. Sinto cansaço, desse muito muito forte, de modo que não consigo sequer passear na rua. Estar acordada é, para mim, já um grande feito. No máximo vou ao armarinho da esquina, o que já me rende uma senhora tontura. E corpo é coisa junta da cabeça, do coração. Trabalhar, pensar em trabalho, estar em contato com a pressão, a ansiedade, a expectativa… tudo isso é exaustante. Inclusive, tenho escutado de muitos próximos meus que é totalmente comum o artista adoecer depois de grandes e intensas jornadas de trabalho. Bem, dei tudinho de mim ao Pitanga, às entrevistas e ao início dos ensaios. Talvez isso tenha, realmente, consumido corpo de mim. Minha vontade de existir e exercer minha arte impulsiona minha melhora, enconraja cada célula e ativa o sangue. Mas agora sinto a energia começando a sobrar, a ponto de eu me levantar animada pensando no que posso ir adiantando para a turnê. Vim contar sobre meus sonhos com bambuzais)

Eu já havia escrito sobre esses sonhos antes, nesse dia quatro que marca o título do post. Acontece que hoje é dia dez. Passei pela clássica perda de conexão Wi-Fi sem salvar o rascunho.

E foi assim, por culpa da internet que perdi um lindo e emotivo texto sobre meus sonhos no bambuzal. Mas seja como for, achei que não podia deixar de relatar tão rara viagem e resolvi acender a memória e, queimando minha cabeça, recordar das cenas, sentir e descrever outra vez.

Afinal, era uma sensação tão prazerosa, tão branca, tão transcendental, que quase posso sentir o cheiro daqueles tronquinhos finos ao vento. Mas eu nunca senti o cheiro dum bambuzal em vida-consciente-acordada.

Magros, altos,  existenciais, completos e em paz. Podia, eu, ficar horas admirando cada um deles – não há tempo correndo no sonho.

Vestida num vestido branco tão cheio de pano quanto às túnicas e mantos gregos. Mas na cabeça eu não carregava guirlandas ou cachos. Só mesmo meu cabelo seco, esfarrapado, que eu sentia cair, cair mesmo, cair até o chão.

Cair para não voltar mais, como caiam as folinhas daquelas tantas criaturas.

Fora os fios que caiam, nada mais acontecia em mim. Pisava em farpas, dormia no chão, não sentia fome, sede ou frio.

Não havia medo, doença ou aflição – e enquanto estive por lá, pelo menos, não caiu chuva.

Minha mãe, certa vez me disse que bambu é planta difícil de se ter em vasos, em casa. Explicou serem frágeis à doenças, precisarem de muito sol e água, e quanto contei à ela sobre minhas aventuras durante o sono, ela comemorou ” bambu representa sorte, sabia?”.

Ao todo, foram seis as visitas a silenciosa realidade dos bambuzais. Meia dúzia de felizes noites descalça a sentir as solas pinicarem mas a pele sem furar. Os galinhos secos não fariam isso comigo, não cortariam meus pés – eu gosto muito, eu preciso muito caminhar. Sou ser de passeio.

Agora me falta achar algum canto assim, perto ou longe de casa, eu iria sim, viajaria atras dos bambuzais. Feito louca mesmo. E me perguntariam: o que você veio fazer aqui? – e eu, contente e orgulhosa, responderia baixinho e devagar, num traje branco – vim sentir o cheiro da sorte.

 


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Vencedores da promoção “Pitanga” Oi FM

Postado por mallumagalhaes em 28/11/11 , Arquivos, poemas e posts antigos

Ganhadores Pitanga


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dia 10 de novembro de 2011………chaplin

Postado por mallumagalhaes em 11/11/11 , Arquivos, poemas e posts antigos, Meio que um diário

Foi dia de museu. Aquela vontade de ver alguma exposição nos levou ao Tomie Ohtake. Esses são os últimos dias da exposição “Chaplin e sua imagem”.

Pessoalmente, o que mais gostei foram as imagens de Chaplin, já mais velho, com sua família, em casa, em viagens… O que encanta é pensar como há de ser lindo ver o mundo desse jeito, com esses olhos atentos à possibilidade de transformar qualquer coisa física e material em algo tão mais grandioso, tão transcendental: a felicidade, a risada, o sorriso.

Ver que o artista existe, que ele é uma pessoa, traz à tona o fato de ser possível se tornar um ser humano assim, tão poeta das melhores coisas.

Além de várias projeções e vídeos, as salas da exposição dão oportunidade de ver de perto lindas fotos de sua carreira. Achei uma especialmente bonita. Mas não se podia fotografar dentro da sala.

Achei uma parecida da internet. Mas não é bonita quanto a que ví enquadrada. De qualquer maneira, ler sobre o artista naqueles textos auxiliares colados nas paredes de museu e, nas fotos e vídeos visitar seu universo estético, é especialmente engrandecedor.

Viva o seu humano, viva Chaplin!

” Ao reunir raro material diretamente do acervo da família, esta exposição de Charles Chaplin conduz o espectador ao fascinante universo criativo do ator, cineasta – e bailarino -, como certa vez havia comentado Nijinsky sobre Carlitos. Por meio de filmes, projeções, fotografias, cartazes, manuscritos, o curador Sam Stourdzé coloca uma lente sobre a vida e a produção deste criador de imagens que iluminaram a cena da sociedade moderna e se mantêm atemporais ao denunciarem questões latentes na humanidade. 20 OUTUBRO A 27 NOVEMBRO 2011 “ INSTITUTO TOMIE OHTAKE – Av Faria Lima, 201 ( esquina com a Pedroso de Morais – entrada pela rua Coropés), São Paulo – tel 2245.1940 – ABERTO de terça a domingo, das 11h as 20h


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dia 5 de novembro de 2011……… Dodô

Postado por mallumagalhaes em 06/11/11 , Meio que um diário

Eu daria a ele um ninho lindo no chão, feito da mais novinha palha, com almofada bordada: ” Dodô “, em amarelo. As frutas da melhor qualidade, cortadas em pedaços suculentos, trocadas tantas vezes ao dia. Levaria o tão querido à passeios nos mais lindos parques da cidade. E banhos, se quisesse.

Mas acontece que Dodôs não existem mais. Foram extintos.

Tenho vontade enorme de ter um em casa, passendo pra lá e pra cá, bom de fazer carinho sentada no sofá.

Qual será que era seu barulho? Como chamava por seus filhotinhos? Como será que andava?

Ele não podia voar, mas era passarinho. Olhando para pinturas e desenhos, dá vontade de cuidar. Meio grande, assim, um metro e pouco, fofinho, cheio das penas ! Considerado desajeitado, não tinha medo dos homens.

Fofura essa se dava pelo fato de não haver predadores na ilha onde morava essa espécie, uma das ilhas do pais de nome Maurício ( como é grande o mundo, não? Chega ser do tamanho da minha sede de mundo). A tal ilha foi colonizada por holandeses, apesar de os portugueses por alí já estiveram antes, em 1507.

Inclusive, de acordo com o Microsoft Encarta e o Chambers Dictionary of EtymologyDodo seria derivado do português arcaico doudo (atualmente doido). Há, também a relação de seu nome com a palavra holandesa dodoor, que significa preguiçoso. E, ainda, uma possível relação à dodaars (“nó-bunda”), por seu nó de penas sobre o traseiro.

 


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dia 1 de novembro de 2011………numas de flores

Postado por mallumagalhaes em 02/11/11 , Arquivos, poemas e posts antigos, Meio que um diário

Estou numas de flores. Tenho pensado muito nelas. Chego a sonhar com elas. Essa semana descobri que o que sempre gostei nos chás de flores e frutas é o hibisco. Que privilégio de estar vivo que é o hibisco, e seu chá.

Quero bordar um hibisco, agora que terminei meu broche de Tsuru.


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dia 27 de outubro de 2011………glauber rocha e pitanga na livraria

Postado por mallumagalhaes em 31/10/11 , Meio que um diário

O sinal da tevê do apartamento têm me decepcionado com frequência. Tantas vezes fui lá eu, toda sorridente, com meu jantar quentinho e a tevê preta, sem fazer nada, sem sinal nenhum.

Desta vez era missoshiro. Eu havia caprichado, tinha tofu, cebolinhas fresquíssimas, todos os temperinhos possíveis e até bifum ( adoro misturar macarrãozinho no missoshiro). Fazia tanto frio que eu vestia luvas.

Fui eu e minhas meias à sala de televisão. Tudo que eu queria era achar logo um canal para poder parar e comer assistindo. Desacreditei quando vi aquela tela preta, e os minutos correndo, os meninos chegariam para o ensaio a qualquer momento.

Pulei para o computador e fui salva pela TV Uol. Procurei por “entrevista”, e cliquei no quadradinho com o Nelson Motta.

Desde essa tarde, não pude parar de pensar no tal do livro. Eis que ontem, que fomos comprar Pitanga na livraria ( Marcelo estava louco para ter um, e até agora não recebemos algumas cópias…), lá estava ele ” A primavera do dragão “.

Que dupla que voltou dentro da sacola!


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dia 27 de outubro………é, faz tempo

Postado por mallumagalhaes em 28/10/11 , Arquivos, poemas e posts antigos, Meio que um diário

Estive sumida e desta vez não vou dar desculpa… muito trabalho e muita concentração na minha existência…

Mas ontem recebi um surpresa tão boa! Ana, minha acessora de imprensa, me mandou por email essa ilustração de Daniele Diório:

ilustração de Daniele Diório


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dia 16 de outubro de 2011………esses dias de ensaio

Postado por mallumagalhaes em 17/10/11 , incansável pitanga - divulgação e tour, Meio que um diário

Tentei, nesses dias de ensaio, contar como foi, assim como planejei fazer ( e fiz) durante a gravação. Acontece que acabou a luz, acontece que tive sono, acontece que sinto cansaço.
Acontece que Pitanga tem me tomado muito tempo e dedicação, como deve ser, e eu queria que fosse, claro.

Seja como for, seja o que aconteceu ou não, arrumei um tempinho para dividir o que têm sido feito por aqui.

Fizemos, ao todo, quatro ensaios. Marcelo costuma dizer que estamos preparando a “massa do bolo”, só nós quatro. Quatro, que digo, são eu, Marcelo, Davi e Thiago.  Passamos as harmonias, treinamos as melodias e movimentos que cada um faz, rearranjando a canção num movimento de analisar o que faz falta.

Estamos já com a base de Velha e Louca, Cena, Olha só moreno, Sambinha Bom e Youhuhu.

Pouco mais de uma canção por dia, está ótimo. Consigo perceber as coisas se atraindo numa grande bola estética e emocionalmente consistente. Esse movimento que assisti acontecer, também, na gravação, quando Pitanga ia, aos pouquinhos e bem mais lentamente, claro, tomando forma.

É lindo ver como o que é feito com carinho, amor e dedicação ganha e cria força própria. Depois, você quase que não segura mais, vira uma coisa grande que você já consegue visualizar fora de você mesmo, teoricamente criador dessa parada. Muito abstrato?

Acho que m’explico melhor relatando os ensaios que, para o leitor, ficará visível tudo isso também.

Enfim, Velha e Louca parece bem firme, quase não é preciso mais repetir para rolar sem erros ou tropeços. Falta só a panderola, que a tal quarta figura multi-instrumentista que deve começar a ensaiar em novembro conosco, se encarregará de tocar sem grande esforço. Fora isso, meu violão dá uma boa base. Na primeira parte A, não toco, espero chegar a segunda A, onde toco no cantinho, assim, dedilhado, imitando o banjo da gravação. Chacoalhar mesmo as cordas de aço eu só chacoalho  nas partes B, os refrões.

No solo, resolvi tocar o que toca uma guitarra na gravação, uma espécie de stacatto nos tempos 2 e 4, dos acordes que seguram a harmonia.

Já em Cena, o violão não pára. Desta vez opto, claro, por tocar o violão de nylon.  Primeiro, começo só eu e bateria, exatamente como gravado, e toco meio soltinho, livre. Marco os quatro tempos só a partir do segundo B. Nas primeiras tentativas, a canção soava um tanto embolada e pouco marcada, pouco acertiva, forte… Então Marcelo sugeriu que Thiago tentasse tocar o baixo Hofner ( outro modelo de instrumento, um instrumento do próprio Marcelo) que deu um toque bem mais abafado às notas, com menos ataque e menos sustentação em cada nota. E a música encaixou direitinho.

Thiago, então, imitou o som do Hofner com seu próprio baixo, colocando uma boina vermelha com aba dura entre as cordas e o corpo de madeira, e ficou perfeito.

E pronto, agora era só tocar mais umas muitas vezes que já temos mais uma massa pronta!

Sobre Sambinha bom, nem sei o que dizer, ficou de arrepiar. Coloco pra tocar um clic do computador nas caixinhas que tenho aqui comigo e Davi vai para o metalofone fazer as linhas que neste gravamos e Thiago reproduz no teclado o solinho de piano quando este entra e, nos versos com voz, concentra-se em tocar os coquinhos percussivos e, conforme cresce a canção, batuca a alfaia.

Eu, no violão de nylon, me desdobro para acertar as notas afinadas da voz. É preciso praticar e estar muito atenta.

Youhuhu também rolou fácil e fluiu legal. Foi preciso, apenas, um ajuste na batida do violão.

Em Olha Só Moreno, assumo o piano que gravei, no teclado que Davi trouxe. Além de praticar a própria mudança de acordes, tenho de lembrar de dobrar os ataques quando entra o segundo B, e de fazer uns acordes uma oitava a cima para dar um brilho no solinho final.

Adorei foi a idéia de Marcelo de fazermos o fade out da canção gravada ao vivo. Achei também na prática o maior barato!

 


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dia 14 de outubro de 2011……….pitanga em HD !

Maratona de divulgação à mil. E hoje, tenho um novo assunto: o vídeo de divulgação do Pitanga.

Marcelo filmou, e eu editei. Que orgulho!


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dia 13 de outubro de 2011………tem saído

Postado por mallumagalhaes em 14/10/11 , incansável pitanga - divulgação e tour

 

E já começa a pipocar por aí notícias e reportagens da maratona que iniciamos esta semana. Hoje foi mais um dia desses de imprensa. Comceçamos cedinho e vamos até a o final da tarde.. Amanhã tem mais…

Orgulhosa, de fato ( com muito orgulho, inclusive, de sentir orgulho – que também é um processo e tanto, mas, enfim…), leio emocionada as palavras jornalísticas, se estas não me machucam ou maltratam.
Não, não continuo quando m’é doído. Já tenho essas dores em mim, naturalmente.
Seja como for, vamos às boas notícias:

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/10/mallu-magalhaes-diz-que-novo-cd-e-intimo-sincero-e-natural.html

http://mtv.uol.com.br/musica/me-sinto-totalmente-em-paz-diz-mallu-magalhaes

http://www.rockinpress.com.br/2011/10/10/o-que-une-mallu-magalhaes-e-courtney-love-mallu-magalhaes-pitanga/

 

 


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dia 10 de outubro de 2011………começou a maratona

Postado por mallumagalhaes em 11/10/11 , incansável pitanga - divulgação e tour

E começou a maratona de divulgação de nosso tão tão querido pitanga! Chegamos antes do almoço na emissora, para dar tempo de maquiar e encontrar Mané para um lanche na Real.

É sempre muito agradável estar por lá, sentar naquelas cadeirinhas de balanço e tomar chá de máquina açucarado, mas, a cima de tudo, a receptividade da equipe e dos apresentadores é única e muito acolhedora.

Comecei gravando VTs ( acho que escreve assim, que são aqueles vídeos que já estão gravados e complementam o programa/programação), muitos sobre VMB, em que concorro, este ano, com Melhor Clipe, por “Nem Fé Nem Santo”. Finalmente gravei o Na Brasa, com o China e, por último, mais dois ao vivo. Primeiro com Mari Moon e Titi, no Acesso MTV, e em seguida, com Didi no TOP 10.

Que venham mais e mais ! 

PS: tá, um comentário que não posso deixar de fazer… as únicas fotos que tenho de ontem são essas, e fiquei me perguntando se estou piscando demais porque ambas estou de olhos fechados!

 

 


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dia 9 de outubro de 2011………cena

Postado por mallumagalhaes em 10/10/11 , Diário do Terceiro Disco, Meio que um diário

Foi a vez de Cena. Estamos indo pela ordem.

Agora, ensaio de novo só na sexta-feira. O que é, até, bom, assim posso aproveitar para praticar o violão. É necessário que ele seja preciso e certeiro pois, numa formação detas, cada pequena mudança é determinante.

Dedilhar ou não aquela corda, ou aquela outra, faz uma diferença danada. Mas hoje tivemos a voz microfonada. Pluguei meu xodó num amplificador emprestado de meu pai, que eu e Ana, minha irmã, demos a ele de aniversário certa vez.  E pronto, lá estava a voz, fazendo tudo funcionar.

Depois de algumas horas em Cena, partimos foi para Velha e Louca, só uma ou duas passadinhas, já estávamos cansados e os vizinhos, provavelmente, também. E fiquei boba de contente quando entrou todo mundo junto naquela bateria do começo e tudo fluiu e dançou.

Tenho tido muito orgulho dos ensaios e percebido que este, assim como o disco, não será um show qualquer.


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dia 8 de outubro de 2011………um, dois, três, arroz!

Postado por mallumagalhaes em 09/10/11 , Meio que um diário

O horário das 17 se aproximava e me consumiam os minutos ansiosos. Olhando, agora, que já passou, percebo o quanto estive nervosa para este primeiro ensaio. Basicamente, estamos tentando uma nova formação. Em mente, a vontade de fazer uma turnê de muitas apresentações e, uma formação de poucos integrantes barateia os custos e, consequentemente, viabiliza mais shows.

A realidade financeira de minha profissão é, como em todas as outras, um fator que influi e modifica. E eu tenho mania de acreditar que tudo que pode parecer obstáculo é uma grande chance de me tornar mais forte, firme, mais eu, e fazer algo ainda mais legal.

Tenho vivido na pele essa coisa do amadurecimento, e acho que isso está especialmente presente na minha música, agora.

Mas vamos aos fatos do dia!  Logo de manhã, sai ansiosa em direção a banca para ver a revista Alfa. Só não esperava era ler o primeiro texto sobre o disco no jornal. Surpresa boa… e depois, fui contente a loja de produtos orientais e comprei os ingredientes para os próximos 15 dias de São Paulo. E me concentrei, também, em levar petiscos que combinam com cerveja, e  também doces para receber os músicos. Só acertei o amendoim… pelo jeito, biscoitos de fibra não caem bem com a “gelada”. Mas já peguei umas dicas e acho que amanhã me sairei melhor de anfitriã.

É que resolvi fazer os ensaios em casa, como contava ontem aqui no blog. Depois, quando tivermos o show montado,  faremos ensaios gerais num estúdio. Acontece que Pitanga pede muito cuidado, dedicação, atenção, trabalho (e quanto trabalho!), tempo… Muitos detalhes…

Serão muitos dias. É essa, inclusive, uma das razões da decisão de fazer aqui. Deixamos tudinho montado, podemos durar o tempo que for, como for. Tirando a preocupação com o bem-estar dos vizinhos, nada impede nosso som e mandamos ver, felizes, nos primeiros arranjos e rearranjos das gravações deste meu álbum.

Por isso, vieram, hoje, Davi e Thiago. Teoricamente, Davi é guitarrista e Thiago, baixista. Mas estamos todos desempenhando o papel de multi-intrumentistas para dar, ao show, o brilho, vida e diversidade da atmosfera e gravação.

Marcelo chegou pouco depois, vindo de um show, mas calhou com o fato de termos que ir buscar o teclado no Davi. Todos participam opinando as mais minuciosas mudanças e o clima, melhor impossível.

Começamos, claro, com Velha e Louca.  Uma bateriazinha sem carga aqui, uma válvula de amplificador queimada alí… mas, com jeitinho, vontade e alegria, tudo se desenrola. O que falta, a gente arruma, arranja, faz.

Na animação, Marcelo improvisou um chocalho de arroz num potinho de filme revelado e sentou para tocar a bateria ( é que ainda não achamos o baterista/multi-intrumentista para seguir na tour, mas temos que começar a ensaiar) e eis que a tampinha cede e chove no chão de taco, como nos casamentos, aquele bando de arrozinho branco!

” oh! fertilidade, significa o arroz, por isso que se joga nos recém-casados! ” – exclamou ele, olhando pas a a bateria regada dos grãos minúsculos.

Decidimos deixar o arroz alí mesmo, existindo. Sabe, está bonito e deixa o ensaio e a criatividade fértil !

Para ver a foto grande: http://www.flickr.com/photos/mallumusic/6225462399/

 

 

 

 

 

 

 


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dia 7 de outubro de 2011……….sao paulo

Postado por mallumagalhaes em 08/10/11 , Meio que um diário

Impressionante como São Paulo dá uma ativada… um “sangue nos óio” !

Bom dia, mundo, cidade, amanhã começa a temporada de ensaios.

O estúdio? Nossa sala de tevê. Amanhã vou ver de finalizar o teaser que Marcelo filmou editou, colocar os letreirinhos e mandar bala, mais tarde chegam os meninos, equipamentos, e vamos que vamos.

Vou contar tudinho, como fiz com a gravação. Quero compartilhar mais uma temporada apaixonada pela música.

 


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dia 6 de outubro de 2011………de volta

Postado por mallumagalhaes em 06/10/11 , Diário do Terceiro Disco, Meio que um diário

Depois de uma temporada distante da escrita por aqui, regada a algumas crises emocionais ( naturalmente, essas crises pré-lançamento), gripes, alergias e tudo que se tem direito uma mulher em plena ansiedade.

É que me dediquei demais a isso que veio a aparecer completo ontem, a esse álbum, Pitanga.
Era antes das dez da noite, ainda, quando recebi de minha irmã, Ana, uma mensagem de texto, dizendo que estava tocando meu disco novo na entrada da Escola São Paulo, onde eu e ela costumamos fazer cursos.
Daqui do Rio, fiquei me perguntando como, se eu havia sido informada que anteontem os álbuns físicos estavam sendo enviados aos jornalistas e que, apesar de sair da fábrica no dia três, existe um longo caminho até as lojas, correios ou transportes, estoques e prateleiras.
Ana, então, me passou para Júlia, que lá trabalha: ” Mallu, comprei seu CD na livraria antes mesmo de colocarem nas prateleiras!”.
Gelei. Lá estava ele, a caminho do mundo. Quase perguntei: ” E ele, estava bem? uma cara boa?” como se fosse uma criança, um primo novinho, um irmão que está saindo de casa e você se preocupa se ele chegou bem.
Vítima de uma crise de rinite alérgia já estava de pé umas três de meia da madrugada quando, Marcelo anuncia que Pitanga já está, até, disponível para Download pirata.
Caramba! Quanta rapidez!
Agora, é ensaiar muito, ir às entrevistas, divulgar bastante e curtir o som de tanto trabalho e amor.


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dia 24 de setembro de 2011

Postado por mallumagalhaes em 24/09/11 , Arquivos, poemas e posts antigos, Meio que um diário

Tenho pensado muito nos clipes. É uma linguagem totalmente misteriosa para mim.  Foi em algum dia dessa semana que decidi iniciar uma temporada de grandes referências cinematográficas. Quem sabe assim me acende alguma coisa.

Acho que vou começar com “Edu, coração de ouro”.Só esse e  “Todas as mulheres do mundo” tem Leila Diniz no box com quatro DVDs de Domingos de Oliveira.

Equanto não volto para contar sobre minha temporada de cara na tevê, um pouquinho do que tenho escutado em casa, quanto me aventuro na cozinha e na costura. Não achei as versões streaming na internet, em vídeos ou grooveshark… então peguei do próprio CD de meu rádio…

11 Manhã de Carnaval

04 Sambolero

02 Night and Day


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dia 19 de setembro de 2011……….pitanga toma tempo

Postado por mallumagalhaes em 20/09/11 , Meio que um diário

Claramente não tenho tido tempo para vir aqui teclar umas impressões. É o Pitanga, nosso tão querido álbum chegando, tomando cada respiro e segundo.

Vou aproveitar esse agora para contar de meu contato com Ella Fritzgerald.

Vivo de ouvidos, alma e pele extremamente atentos. Preservo, exercito e desenvolvo minha sensibilidade e adoro atirar-me numa nova influência.

Sim, eu já havia escutado uma ou outra vez Ella Fritzgerald, mas nunca mais que duas, três canções ( é, bobeei), aquelas clássicas que todo mundo conhece, com Louis Armstrong e tal…

” Ah não? Achei que você escutava muito Ella quando te ouvi cantar pela primeira vez.” – perguntou Marcelo, ao ver meu encanto de primeira viagem, escutando ao CD que ele escolhera para a trilha sonora de dentro do carro: um Best Of que trazia na capa uma foto rosa e azul.

Como já tanto contei aqui, sempre escutei muita Billie Holiday. Talvez essa minha dedicação doentia tenha impedido, até então, novos amores… Seja como for, tenho passado dias especialmente privilegiados com esta voz que comecei a conhecer de perto.

Três oitavas ( oitava:distancia entre uma nota e outra nota com mesmo nome, porém com som “uma oitava” a baixo ou acima) é tanta coisa que me dói a garganta só de pensar em imitar. Era o que tinha na boca Ella. Mas outras cantoras também tem essa extensão vocal, porém são dotadas de um gosto duvidoso ao usá-la.

De nada adianta tanta nota se não se canta, de fato. Acredito haver uma diferença entre a pessoa que tem técnica, timbre “bonito”, extensão, conhecimento e a pessoa que canta. Bob Dylan canta com o que Deus lhe deu, junto ao que ele jogou fora (descuidos trazem desgaste e limitação nas cordas vocais), e fica maravilhoso.

Poderia passar dias listando outros exemplos. Mas não é o caso de hoje. Além da ferramenta, ela tinha tudo que uma cantora pode ter: personalidade, charme ( com suas tremidinhas, rouquinhos…), um lindo timbre.

Sobre sua vida, ainda não comprei livro nenhum, mas tenho lido fragmentos pela internet.

“ Durante sua juventude Ella queria ser uma dançarina, embora gostasse de ouvir as gravações de jazz de Louis Armstrong, Bing Crosby eThe Boswell Sisters. Idolatrava a cantora Connee Boswell, dizendo mais tarde: “Minha mãe trouxe para casa um de seus discos, e me apaixonei por ele….Tentei tanto soar exatamente como ela.”
Em 1932 sua mãe morreu, vítima de um infarte. O trauma provocou uma queda brutal no desempenho escolar da garota, que deixou de frequentar as aulas. A um certo ponto chegou a trabalhar como vigia num bordel, e numa casa de apostas do jogo de números (numbers game) filiada à máfia.Após se envolver em problemas com a polícia, acabou sendo presa e enviada a um reformatório, de onde eventualmente fugiu, passando a viver na rua, até ser internada no Asilo de Órfãos de Cor emRiverdale, no Bronx, Nova York.
Fez sua estreia como cantora aos 17 anos, em 21 de novembro de 1934, no Teatro Apollo, no Harlem. Gradualmente conquistou um público semanal no Apollo, e a oportunidade de competir numa das primeiras “Amateur Nights” do teatro. Originalmente pretendia dançar, porém, intimidada pelas Edward Sisters, uma dupla local de dançarinas, optou por cantar no estilo de Connee Boswell. Interpretou “Judy”, de Boswell, e “The Object of My Affection”, das Boswell Sisters, e conquistou o prêmio principal, de 25 dólares.

Não tenho a menor petensão de escutar a obra completa de Ella, só de olhar a quantidade de coisa disponível por aí. Vou aos pouquinhos, me deliciando diariamente com uma nova canção. Enfim, ainda devo falar bastante dela por aqui!

(É uma pena um documentário tão completo não ter legenda em português, mas dá para ter uma idéia audio-visual e ler os conteúdos em português por aí.)

 

 


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dia 15 de setembro de 2011………gainsbourg

Postado por mallumagalhaes em 15/09/11 , Arquivos, poemas e posts antigos

Estou desconfiada que estou entrando numa fase Gainsbourg. Tenho escutado sempre que estou em casa e, quando não estou, lembro ou sinto saudade.

É, escrevendo e relendo, meu diagnóstico de mim mesma parece uma fase Gainsbourg nervosa.

Como aspirante a analista, suspeito de resquícios de paixão viceral por Brigitte Bardot, sofrida por mim, vítima de sua beleza (posso identificar sintomas há meses).

 

 


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dia 13 de setembro de 2011

Postado por mallumagalhaes em 14/09/11 , Meio que um diário

Poema


Verão,

verão.


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dia 10 de setembro de 2011….gifs de lançamento

Postado por mallumagalhaes em 11/09/11 , Meio que um diário

COMEÇA HOJE A SÉRIE GIFs de LANÇAMENTO

#01

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dia 9 de setembro de 2011………ARTRio

Postado por mallumagalhaes em 10/09/11 , Meio que um diário

Vi o anúncio nas esteiras do metro. Uma feira de arte, com mais de 700 artistas expondo. O tamanho do evento foi, para mim, perfeito. Dava tempo de ver tudo sem acabar com a vista. A cabeça cansa só no finalzinho.

Mesmo assim, é um tanto esquisito ver tantas obras misturadas, tantos universos juntos. Parece difícil para o artista conquistar aquele intenso mergulho dos visitantes, aquela sensação que temos quando vamos a uma exposição com um número maior de obras daquela fase, idéia ou sentimento do artista.

Seja como for, toda essa diversidade também pode levar (como aconteceu comigo) o visitante a se aproximar apenas do que realmente lhe saltou aos olhos, fazendo um passeio agradável nos corredores dos armazéns do Pier Mauá, descobrindo seu próprio gosto.

……………………………………………………………….

(Se posso fazer uma crítica à organização é a falta de pipoqueiro. O FashionRio sempre tem um pipoqueiro.)

ROMANO

DAN FIALDINI

ADRIANA SALAZAR - a saia levanta, é lindo.

 

LEONILSON


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dia 7 de setembro de 2011… crazy gif of the day 1

Postado por mallumagalhaes em 09/09/11 , Meio que um diário

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crazy gif of the day – 01


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dia 6 de setembro de 2011………video

Postado por mallumagalhaes em 07/09/11 , Meio que um diário

Estamos numas de fazer vídeos.

 


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dia 3 de setembro de 2011

Postado por mallumagalhaes em 04/09/11 , Meio que um diário

Crônica da testa ambulante
Hoje levei minha testa para passear.
Acordei antes do sol nascer. Mas não assisti ao espetáculo de frente, apenas senti o apartamento iluminar aos pouquinhos. De qualquer maneira, eram 5:30, e ainda faltava tempo para abrir o comércio das ruas aqui de baixo. Ainda mais sábado.
Ainda em ritmo de gato, dediquei-me a banhar meu rosto de água fresca, lavando os poros com um sabonete em cuja propaganda caí como um patinho ( sem culpa ).
O caso é que, para aplicar o produto me foi preciso uns grampinhos que prendiam a franja ao coro deixando nua a testa.
A testa, essa sobre a qual já tanto escrevi, personagem de dilemas, questões e poesia minha. Chega a ser protagonista.
Abri, novamente os olhos e, pelo espelho, cumprimentei minha testa.
- Quanto tempo!
Foi quando decidi a levar para passear.
Deve ser muito chato, realmente, limitar-se à convivência com minha cabeça e inconsciente.
Pobre testa, que tantos anos esteve por tras dos fios de cabelo, sem ver o sol, as amendoeiras, as pessoas. Tanto tempo sem sentir a brisa da vida, sem olhar, perceber, sentir e sugar, nos poros, o mundo.
Mas hoje dei a ela o que ela queria: ser testa.
Ser, simples e puramente, como parte de um bicho.
Convenhamos, a testa há de ter uma função. Se não, o fato de ela existir dá, a ela, uma função, já por tal fato.
Este óbvio e imenso fato: a testa existe.
Então, lá fui eu e a testa, descendo a ladeira.
Senti-la me conduzir, como se andasse apressada, querendo desesperada e apaixonadamente recuperar o tempo perdido, o tempo que esteve escondida.
Eu cortei franja cedinho, não chegara aos dez anos, ainda.
Lembro bem quando tomei a decisão. Estava na sala de aula e a professora pediu que eu entregasse folhas sulfite, enquanto meu colega recolhia a atividade anterior.
Fui percorrendo os corredores formados pelas carteiras organizadas em fileiras, obedecendo à tarefa. Eis que veio meu colega, que, por ter começado um tanto antes e por ser, além disso, mais rápido, colar nas minhas costas para continuar seu trabalho.
Ele queria ir no mesmo sentido que eu, mas tinha outro ritmo. Eu era o obstáculo, estava na frente, atrapalhando seus movimentos.
Era o menino mais popular da série, o mais desejado, o mais bonitinho, bem vestido. Chegava a ter aqueles beiços avermelhados.
E lá estava montada a cena, ele querendo passar, brincalhão, extrovertido, querido, seguro, rápido, bonito, forte, grande ( éramos do mesmo tamanho físico ). E eu, insegura e existencial.
” olha a Maria Luiza, com a testa sem cabelo” – cantarolou a voz masculina que soava, alto e gigante na melodia de sambalelê, com letra adaptada à situação.
Acompanhavam petelequinhos nos meus ombros e, na segunda repetição da brincadeira-trilha-sonora, alguns tapinhas no bloco que eu segurava nos braços.
Na minha memória, aquela sala gigante foi banhada por gargalhadas aterrorizantes. E sou incapaz de realtar como foi realmente, uma vez que só sei mesmo da minha memória.
Hoje, chego a pensar que existe a possibilidade de ninguém ter nem sequer encutado, nem dado risada, nem ligado. Chego a achar que tanto fazia, para os outros, a minha testa.
Mas eu achava minha testa especialmente grande. De fato, comparativamente, exatos 4 dedos a mais que a da minha irmã.
Claramente um fator sem a menor importância.
Seja como for, o importante, hoje, é que hoje minha testa foi passear.
E foi na frente.


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dia 1 de setembro de 2011

Postado por mallumagalhaes em 02/09/11 , Meio que um diário

Freud tem me feito compania, ao mesmo tempo que tira de mim qualquer preocupação ou importância, onde, inclusive, caminha o fato de estar só. Como pode um livro, a escrita, a leitura, a linguagem, atingir o inconsciente sem que você sequer perceba qualquer passagem pelo seu consciente?
Será, então, o inconsciente tão perto que não é preciso ultrapassar o consciente, onde perceberíamos ter aprendido?
O fato é que Freud, para mim, se apreende, na parte da existência e inteligência que realmente importa: aquela que é difícil verbalizar.
A coleção da Compania das Letras, lançada o ano passado, traz, além de capas, letra e papéis perfeitos, a obra completa (no que se trata de psicanálise, não inclui os textos de neurologia) de Sigmund Freud, traduzida (pela primeira vez) para o português diretamente do alemão e organizada cronologicamente na ordem em que os textos apareceram.
Ainda estou no primeiro de muitos livros, um que escolhi por meu interesse. Em relação às datas, estes escritos se encontram na metada da coleção. Desenvolve os conceitos de narcisismo, metapsicologia e alguns outros.

 


 

Outra vez, a internet, provando maravilhosa, tem até documentário sobre o gênio, legendado.


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dia 30 de agosto de 2011……….recentemente

Postado por mallumagalhaes em 31/08/11 , Meio que um diário

Thiago ( Consorti , baixista ) um dia me perguntou como eu estava no meu inferno astral. São aqueles diazinhos péssimos que você passa antes do seu aniversário. Isso foi no ano passado.

Este ano constatei a existência de tal fenômeno na minha vida. Junto a tanto, preenchemos a agenda de entrevistas, destas das revistas que sairão na época de lançamento do disco: começo de outubro nas lojas.

Tenho lido o dia todo. Certas vezes, me assusto com o mundo real, de tal mergulhada nas letrinhas.

Mas vamos aos poucos, que ontem foi meu aniversário e já me sinto mais organizada e em paz.

Tentei fazer um vídeo de eu cantando Billie Holiday, de tão emocionada que fiquei com a biografia desta menina que fez uma casca em forma de mulher. Mas a bateria da câmera não colaborou, acabou e eu tinha de viajar. Vou continuar na tentativa e, por enquanto, então, comecemos por ela.

Oh, Billie! Chego a economizar os conteúdos para não correr o risco de ficar sem uma novidade sobre ela. Comprei ha meses um DVD que parece ótimo mas teimo em guardá-lo ao lado dos livros de suas partituras, para um desses dias que caímos de paixão num dos nossos ídolos, e precisamos ser correspondidos, virar íntimos, chamá-lo pelo primeiro nome. Billie.

“Negra, pobre, prostituída, vulnerável e com um voz lânguida e vigorosa, Billie Holiday ( 1915-1959 )- desde as ruas do Harlem até as mais prestigiosas saladas de espetáculo – lutou a vida toda para se impor. Sexo, álcool, drogas, Lady Day queria experimentar tudo. Foi no palco, cantando músicas que se tornariam clássicos, que ele viveu a única experiência verdadeira do amor. Seu nome virou sinônimo de jazz, e sua vida – numa época em que a população dos Estados Unidos estava dividida entre brandos e negros, voi um caminho para a liberdade.” ( Sylvia Fol, autora de Billie Holiday, da L&PM Biografias Pocket ).

As flores no cabelo me fizeram lembrar de um trechinho do início do livro ” (…) Essa criança a incomoda (à sua mãe), e ela encontra mil desculpas para deicá-la com sua famínila. Eleonora tem dois anos e é bonita como um coraçnao. Dessa época longínqua só existe uma fotografia, em que ela usa bata clara e botinas, com flores brancas nos cabelos. Seriam já gardênias?… (…)”

Eleonora era seu nome, mas adotara Billie por causa de seu pai: “ (…) De vez em quando, entre dois compromissos, seu pai, CLarence Holiday, vem lhe fazer uma visita. Ela se diverte com seu jeito tagarela, com esse garotão atrevido de boca suja. É ele que lhe dá o apelido de Bill. Sem dúvida não é estranho que futuramente ela escolha o pseudônimo de Billie, já que ela adora esse pai bem falante, cuja vida parece ser uma festa contínua. E depois, ele canta tão bem…(…)”

“Ninguém canta como eu a palavra ‘fome’ ou a palavra ‘amor’. Sem dúvida porque eu sei o que há por trás desta palavras. ”


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